fbpx
Empoderamento da Enfermagem é tema de conferência magna do CONPEDE 2019

18 fev 2019

Empoderamento da Enfermagem é tema de conferência magna do CONPEDE 2019

“Tema será abordado pelo professor Elias Knobel, responsável pela fundação da UTI do Hospital Israelita Albert Einstein e autor do Tratado ’Condutas no Paciente Grave”

Em 23 e 24 de abril, o Transamerica Expo Center será palco de importante encontro de atualização prático-científica e desenvolvimento de habilidades/cuidados aos pacientes: o Congresso de Desenvolvimento Profissional em Enfermagem, CONDEPE 2019.

Com a participação de especialistas de alto nível, conceituados mundialmente, terá como eixo o tema Tecnologia e os desafios da enfermagem moderna.

Simultaneamente, debaterá o valor dos recursos humanos e a relevância do empoderamento profissional para uma assistência bem sintonizada em termos de multidisciplinaridade, eficiente e de resolubilidade superior para os cidadãos.

Uma das conferências mais aguardadas é a do professor Elias Knobel, médico formado pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo e responsável pela fundação do Centro de Terapia Intensiva do   Hospital Israelita Albert Einstein em 1972.

Fellow da American Heart Association e do American College of Critical Care Medicine, Master do American College of Physicians, membro honorário da European Society of Intensive Care Medicine, Cardiologista, ele discorrerá sobre o papel da Enfermagem nas equipes interprofissionais.

Elias Knobel é referência no assunto, inclusive sendo autor do livro Terapia Intensiva e Enfermagem, editora Atheneu, tido como literatura indispensável a quem atua nessa especialidade. Só para ter uma ideia de sua admiração pela classe, ele abre a obra com o prefácio intitulado Tributo ao Enfermeiro.

“Para haver um serviço de saúde, são necessários profissionais; é o alicerce da assistência. Contudo há lugares em que não temos nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, que até faltam médicos, apenas para citar exemplos. Mas não existe um ambiente de assistência à saúde sem enfermeiro. A enfermagem está sempre presente, é o sinônimo de cuidado. Os diversos profissionais têm sua importância, claro. Só que o enfermeiro está em todas, sempre ao lado do enfermo. Acontece na terapia intensiva, nos leitos de menor complexidade, nos ambulatórios da periferia. É o pilar da assistência, sem a menor dúvida”.

Segundo Elias Knobel, no Brasil, a classe deve ser melhor reconhecida e enaltecida. O motivo de isso ainda não ocorrer? Ele atribuiu a um desvio de percepção, à cultura viciada do sistema, à falta de visão, inclusive de muitos gestores.

Em seu dia a dia, o professor estimula os enfermeiros e se expressarem cada vez mais, a adotarem o contraditório sem culpa ou receio.

“Um grande problema recorrente em hospitais e nas faculdades é que se trabalha somente a execução de protocolos, que na verdade são muito importantes, mas muitas vezes constituem uma verdadeira uma camisa de força, engessando a atividade do profissional de saúde. Precisamos empoderar o profissional de enfermagem, para se posicionar. Estimulá-lo para que tenha embasamento técnico-científico, para desenvolver-se continuadamente. Quem está todos os dias com os pacientes é essencial, pode contribuir cada vez mais para alcançarmos, em equipe, resultados melhores”.

Sua concepção é a de que não adianta unicamente ter diplomas afixados nas paredes. É indispensável humanismo na prática diária. Algo que vê sobrando nos profissionais de Enfermagem.

“Devido à entrega, o reconhecimento deveria ser regra. Nunca me conformei com o seguinte: como o profissional de enfermagem trabalha 12 por 36 horas, virando fim de semana, um ano, dois anos, cinco anos, dez anos nesse ritmo? Ele não tem a vida. Está errado. É uma pessoa”.

No CONDEPE, Elias Knobel dará dicas de como ampliar a autonomia e ter personalidade profissional, para que a Enfermagem voe mais alto e colha os frutos que planta historicamente com dedicação, amor e competência:

“Tudo começa por ter consciência da relevância dele, do papel dele; é preciso saber que não é servo de um médico; tem de ir atrás de desenvolvimento permanentemente; deve trabalhar bem em equipe; buscar formação sempre melhor. Mas isso não se dá por decreto. É algo a ser estimulado nas faculdades, nos hospitais. E o enfermeiro deve correr atrás. Vou ser sincero: trabalho e trabalhei com profissionais de Enfermagem que não trocaria por dois de outras áreas tidas como essenciais”.

E Knobel ainda enfatiza: “Muito do sucesso que obtive em minha atividade profissional teve uma contribuição significativa e fundamental dos queridos e eficientes amigos enfermeiros.”

Cadastre seu e-mail e fique por dentro das novidades do CONDEPE: